martes, octubre 19, 2010
Respuesta de los curadores al texto 'Arde San Pablo: el fantasma de la política en la Bienal'
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29a. Bienal de São Paulo - Comunicado
Em resposta ao texto São Paulo Arde: o espectro da polítca na Bienal, divulgado pelo artista Roberto Jacoby em seguida à solicitação de retirada ou encobrimento de parte da obra El alma nunca piensa sin imagen, exibida na 29ª Bienal de São Paulo, os curadores-chefes da exposição vêm a público declarar o seguinte:
1. Ao contrário do que o texto afirma, em momento algum o projeto apresentado à curadoria da 29ª Bienal de São Paulo pelo Sr. Roberto Jacoby fazia referência direta à campanha presidencial no Brasil. Em todas as inúmeras comunicações feitas (por email, skype e telefone), o artista afirmou querer refletir sobre processos eleitorais a partir de uma campanha fictícia e hipotética. O conteúdo das informações fornecidas pelo artista está expresso no texto que apresenta sua obra, publicado no catálogo e no site da exposição.
2. O fato de as imagens dos candidatos Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) estarem publicadas no catálogo e no site da 29ª Bienal de São Paulo não atesta, em absoluto, o conhecimento prévio da curadoria sobreo conteúdo do trabalho tal como apresentado no espaço expositivo. As imagens foram entregues pelo artista apenas ao final do prazo de fechamento da edição do catálogo, com o objetivo suposto (nenhuma informação específica ou diferente daquelas anteriormentes fornecidas foi oferecida pelo artista) de simbolizar a referida campanha fictícia e hipotética, dada a fácil identificação das imagens com o tema do trabalho. Não aceitá-las significaria deixar as páginas do catálogo em branco e não confiar na palavra do artista sobre o conteúdo de sua participação na 29ª Bienal de São Paulo. Presunção que se mostrou, como o desenrolar dos fatos iria provar, pouco prudente.
3. Ao iniciar a montagem do trabalho, o artista e demais membros de sua equipe vestiam camisetas em apoio à candidata Dilma Roussef e passaram a desenrolar e a exibir partes das fotografias dos candidatos que afixariam em seguida nas paredes (registre-se que tais fotografias foram produzidas sem controle e sem qualquer conhecimento da instituição, por decisão do artista). Simultaneamente, foi publicada matéria no jornal O Estado de São Paulo sobre o suposto conteúdo do trabalho do artista para a 29ª Bienal de São Paulo, a partir de entrevista feita com Roberto Jacoby: estabelecer um comitê de campanha para Dilma Roussef no interior da 29ª Bienal de São Paulo, chamado “Brigada Argentina por Dilma”.
4. A curadoria imediatamente alertou o artista para os possíveis problemas que esse projeto poderia causar, por estar infrigindo Lei Federal que proíbe a realização de propaganda eleitoral em prédios públicos (o pavilhão da Bienal é propriedade da Prefeitura de São Paulo) durante o período de campanha política. Essa infração seria ainda acompanhada por uma outra igualmente grave: fazer campanha eleitoral com recursos públicos (a 29ª Bienal de São Paulo é majoritariamente financiada com recursos públicos provenientes da Lei Rouanet). O Sr. Roberto Jacoby tranquilizou os curadores, afirmando que não descumpriria nenhuma lei brasileira, e que não nos preocupássemos. Segundo nos garantiu, os jornalistas teriam interpretado mal o que havia dito. Uma vez mais, confiamos e acreditamos no artista. Recorremos na imprudência.
5. Na noite de abertura da 29ª Bienal de São Paulo para convidados (21 de setembro), o Sr. Roberto Jacoby e os demais membros da “Brigada Argentina por Dilma” distribuíram ao público, ao contrário do que o artista havia afirmado, farta propaganda eleitoral em favor de Dilma Roussef, além de difundirem, em monitor posto na sala de exposição, depoimentos gravados de várias pessoas em apoio à candidata.
6. Alertados por membros do próprio Governo Lula (preocupados com a possível repercussão negativa que o uso de recursos liberados pelo Ministério da Cultura fossem utilizados para fazer campanha ilegal de sua candidata) e por juristas consultados informamente, a Presidência da Fundação Bienal de São Paulo decidiu consultar formalmente a justiça eleitoral sobre a situação. A resposta foi bastante clara: o trabalho do Sr. Roberto Jacoby configurava crime eleitoral e poderia, se autuado e julgado como tal, comprometer a capacidade da instituição em estabelecer convênios com órgãos públicos no futuro . A Presidência da Fundação Bienal de São Paulo e a curadoria da 29ª Bienal de São Paulo decidiram não incorrer em riscos que, causados pela má-fé do Sr. Roberto Jacoby, pudessem comprometer o processo de recuperação da instituição, que há menos de dois anos era dada como falida. Como gestores públicos, seria ato de injustificável irresponsabilidade com um bem público que ora é devolvido à sociedade brasileira.
7. Ao contrário do que o texto divulgado pelo Sr. Roberto Jacoby afirma, o alerta de um dos curadores a respeito dos riscos de penalização pessoal da situação se referia ao próprio artista, e não aos curadores. Se a instituição Fundação Bienal de São Paulo era, perante a justiça, certamente co-responsável pela situação, do ponto de vista pessoal era o artista quem estava infrigindo a lei eleitoral do país. Esperamos, contudo, que essa falsa informação contida no texto tenha sido devida a um problema de “desentendimento línguístico” e não a mais um ato de má-fe do artista.
8. Deixe-se aqui claro que a postura da curadoria da 29ª Bienal de São Paulo é a de defender toda e qualquer proposta artística desde que não esteja transgredindo normas legais. Pode-se discordar dessa postura (“covarde”, diria o Sr. Roberto Jacoby), mas acreditamos que é uma postura responsável e ética quando se está trabalhando com recursos públicos, arrecadados e distribuídos também sob preceitos estabelecidos em lei em um regime democrático. É por essa razão que a curadoria está defendendo a permanência de outras obras que também têm se mostrado polêmicas na 29ª Bienal de São Paulo ao mesmo tempo em que solicitou ao Sr. Roberto Jacoby o encobrimento ou retirada unicamente dos itens de sua obra que configuravam propaganda eleitoral em favor da candidata Dilma Roussef. Enquanto as primeiras não estão infrigindo qualquer lei acordada por princípios democráticos (ainda que pessoas ou grupos sociais se sintam ofendidos por elas e se manifestem ativa e livremente contra a permanência dessas obras na mostra dentro e fora do espaço da Bienal), o trabalho do Sr. Roberto Jacoby desafia a lei brasileira que regula campanhas eleitorais no país.
9. Ao contrário do que o documento divulgado pelo Sr. Roberto Jacoby sugere, todo elemento discursivo e participativo que seu projeto continha (debates, oficinas, etc) foi mantido, inclusive com críticas diretas e com frequência ofensivas aos curadores da 29ª Bienal de São Paulo, à instituição e ao sistema da arte em geral. A idéia de que o artista e sua “Brigada Argentina por Dilma” redigissem o texto aqui comentado (São Paulo Arde: o espectro da polítca na Bienal) e o afixasse no espaço expositivo foi, ademais, uma sugestão da própria curadoria, como o próprio Sr. Roberto Jacoby certamente pode atestar. A lastimar apenas a inclusão não-autorizada dos nomes de respeitadas pesquisadoras brasileiras como signatárias desse documento, que, em correspondência privada aos curadores e também aos responsáveis pela divulgação do texto do Sr. Roberto Jacoby, afirmaram não ter concordado nem com o conteúdo nem com os termos do texto escrito pelo artista e que não haviam autorizado a inclusão de seus nomes na lista de seus apoiadores, levando-as a ir pessoalmente ao espaço expositivo para retirar o seu nome da mesma. É lamentável que, mesmo após a manifestação das pesquisadoras, a lista continue a ser divulgada em diversos sítios da internet com suas assinaturas, induzindo os leitores a grave erro. Também ficou acertado entre curadoria e artista, sob o testemunho de diversos outros membros da “Brigada Argentina por Dilma” e da Bienal de São Paulo, que o presente texto, esclarecendo os motivos da curadoria, seria redigido e afixado junto ao texto do artista no espaço expositivo. Assim, em momento algum, a sua “máquina de produzir antagonismos”, como ele mesmo a designa, foi desativada. Os únicos elementos dela retirados foram aqueles que configuravam crime eleitoral no Brasil, conforme dito acima.
10. A posição de vítima em que o Sr. Roberto Jacoby se coloca não condiz com a natureza de seus atos durante todo o processo que antecedeu a abertura da 29ª Bienal de São Paulo. Além dos fatos já relatados acima, o artista e demais membros da “Brigada Argentina por Dilma” criaram, ao longo da montagem da mostra, situações que visaram tão somente acirrar os ânimos entre o grupo e a instituição, em prática que desnuda as práticas políticas que o Sr. Roberto Jacoby realmente preza. O mais grave é que tais práticas tiveram como alvo preferencial o trabalho de outros artistas presentes na mostra, que em dois casos foram literalmente escalados por membros da “Brigada Argentina por Dilma”, colocando em risco a sua integridade (fatos lamentáveis presenciados por dezenas de pessoas que trabalhavam no prédio incluindo, em uma das ocasiões, um dos curadores-chefes). O desrespeito explícito pelo trabalho alheio (também expresso em provocações verbais durante todo o processo de montagem) diz muito do grau de autoritarismo que a prática do Sr. Roberto Jacoby embute, ainda quando travestida de correção política.
11. Por essas razões, é razoável supor que o Sr. Roberto Jacoby não se importe nem um pouco com os desdobramentos negativos que seu trabalho viesse a provocar sobre a inserção da Bienal de São Paulo no corpo social brasileiro, posto que parece basear sua prática em uma oposição simplista e retrógada entre artista e instituição. Menos que um real comprometimento com as mudanças sociais que uma eventual vitória da candidata Dilma Roussef possa representar para o Brasil e o continente latino-americano, o que parece de fato lhe interessar é a criação de um embate artificial entre o seu trabalho e os limites do meio artístico, causando o máximo de efeito midiático em proveito próprio. Não temos quaisquer problemas em admitir que, no presente caso, chegamos aos limites da instituição, e que tal admissão permita que o trabalho do artista “funcione” a contento. Não surpreendentemente, o Sr. Roberto Jacoby afirmou, durante a reunião em que comunicamos a impossibilidade da permanência dos elementos da propaganda eleitoral na obra, que documentaria todo o processo de retirada/encobrimento desses elementos para inclui-lo como parte de projeto para a próxima Bienal de Veneza. O texto supra-referido, acreditamos, certamente também será parte desse trabalho, e desde já autorizamos este nosso texto a também ser integrado ao projeto do Sr. Roberto Jacoby, caso ele assim o deseje e desde que o inclua na íntegra. Nossa contribuição à sua prática.
12. Quanto à referência à inclusão do Tucumán Arde na 29ª Bienal de São Paulo sob o título Grupo de Arte de Vanguardia, em que o Sr. Roberto Jacoby afirma tratar-se de mais uma prova da falta de comprometimento da curadoria com a radicalidade do fato político, temos a declarar o seguinte: 1. São amplamente conhecidas as divergências que existem, entre pesquisadores do tema (inclusive entre alguns dos signatários do documento escrito pelo artista), sobre as formas de apresentação e de nomeação desse complexo evento ocorrido na Argentina em 1968; 2. Optamos por adotar o formato e a maneira de titular em diálogo com pesquisadores e curadores do Museu de Arte Contemporánea de Barcelona (MACBA), proprietário do acervo documental que foi emprestado para exibição na 29ª Bienal de São Paulo. Chega a ser constrangedora, contudo, a aproximação, sugerida no texto divulgado pelo Sr. Jacoby, entre o evento Tucumán Arde e o projeto por ele apresentado na 29ª Bienal de São Paulo em termos de sua relevância politica. Este, sim, é um fato que diz muito a respeito dos abusos que a palavra “política” é hoje submetida no campo da arte.
Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias
Curadores-chefes da 29ª Bienal de São Paulo
domingo, setiembre 26, 2010
Inauguran 29 Bienal de São Paulo, y censuran obra de Jacoby / Arde San Pablo: el fantasma de la política en la Bienal
Reproduzco de momento una nota de la web de O Globo, y luego el manifiesto a propósito del intentó de censura de la obra de Jacoby, impulsado por la Brigada argentina involucrada en el proyecto, y con adhesiones públicas actualizadas hasta el día de ayer. Pego aquí también algunas vistas de la instalación y como luce ahora censurada. Seguiré subiendo otros documentos al respecto en los siguientes posts. Pueden sumarse las adhesiones y enviar comentarios a este correo: elalmanuncapiensasinimagen@



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Bienal de SP abre neste sábado com Lygia Pape e promessa de nova polêmica com artistas argentinos
25/09/2010
SÃO PAULO - Depois da decisão judicial que determinou que a obra do argentino Roberto Jacoby fosse coberta, neste sábado (25/09), o pavilhão do Ibirapuera abre suas portas para o público visitar a Bienal das Artes de São Paulo. A instalação "El Alma Nunca Piensa Sin Imagen", de Jacoby, que reproduzia uma campanha política com assistentes do artista apoiando a candidata Dilma Rousseff (PT), não estará acessível aos visitantes. Os convidados argentinos do artista, que realizariam atividades pré-agendadas, divulgaram que continuarão com a programação normal em e-mail enviado para a imprensa:
Veja a programação completa das duas primeiras semanas
"Comunicamos que, apesar da censura, continuamos com nossas atividades planejadas para o mesmo espaço. O mural com imagens de Dilma e Serra foi coberto e levaram os vídeos e papeis impressos que continham os nomes dos candidatos e menções ao PT. Mas convidados a todos para participar das oficinas, palestras e jornadas de trabalho que estaremos promovendo no local, com entrada gratuita"
No sábado, às 14h, Alejandro Ros coordena a Oficina de Desenho Gráfico Entrepierna e há também a Oficina Sala preta, para crianças. Daniel Joglar faz show de magia às 15h e, às 16h, Ana Longoni, André Mesquita, Cristina Ribas e Gavin Adams ministram a palestra "O que faz um espaço de campanha eleitoral em uma Bienal de arte contemporânea". Domingo, o Teatro de Títeres apresenta a peça "El propietario", de Tomás Espina.
Leia também: Artista 'mata' Lula, FH e outros políticos na obra mais polêmica da Bienal de SP
À parte da questão argentina, peças de teatro, dança, performances e muitas outras obras poderão ser vistas ate 12 de dezembro nesta 29ª edição do evento. A partir das 10h, qualquer um pode entrar no pavilhão Ibirapuera para curtir a programação da Bienal. As três primeiras performances acontecem simultaneamente, às 11h: "Divisor", de Lygia Pape, na Marquise; "Fogueira de gelo", dePaulo Bruscky, em frente à entrada da exposição; o Balé da Cidade de São Paulo e Quarteto de Cordas apresenta uma versão da obra recente "Crônicas do Tempo", montada concebida para o Terreiro de Performances.
Ainda no sábado, filmes como "Surname Viet", "Rouch in Reverse" e "Margem" serão exibidos a partir das 15h. Haverá performance também de Sue Tompkins, às 18h, e bate papo com o artista mexicano Antonio Macotela, ás 14h, e com o pioneiro da arte conceitual Joseph Kosut, ás 16h.
No domingo, a programação começa às 13h, com o debate entre Jean Plantu e Chico Caruso sobre "Cartoons Políticos - Humor e Política". Às 15h, haverá exibição de filmes ("Thinking in Loop", "Une visite au Louvre" e "Out of the Present") e a esperada participação do Teatro Oficina (de José Celso Martinez) apresentando de "Bailado do Deus Morto", peça de Flávio de Carvalho, de 1933. Às 17h30, o português Pedro Barateiro faz uma leitura performática desenvolvida para a Bienal.
Em "Bailado do Deus Morto", cinquenta artistas dirigidos por José Celso Martinez Corrêa vão interagir com as obras e com o público da Bienal, numa performance intitulada "Experiência Flávio de Carvalho nº 6". Trata-se de uma versão do texto de Flávio de Carvalho, e contará com atores do Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, dançarinos do Bando Cavallaria (dirigido por Lu Brites) e aprendizes oriundos das oficinas do Movimento Bixigão, promovidas pelo Teatro Oficina.
[imagen: 'Língua apunhalada', obra de 1968 da artista plástica brasileira Lygia Pape]...........
Arde San Pablo: el fantasma de la política en la Bienal
"La 29º Bienal de San Pablo está anclada en la idea de que es imposible separar el arte de la política". A tenor de lo sucedido en las últimas 48 horas, hay serios motivos para dudar de la honestidad de esta declaración.
La obra de la Bienal de San Paulo que promete ser la más interesante no ha sido realizada por ningún artista, sino por la propia institución cuando ordenó cubrir unos imponentes paneles con papel de embalar, para impedir que puedan verse dos ampliaciones fotográficas: el rostro amistoso y atractivo de Dilma Rousseff frente al gesto agrio de José Serra, su opositor socialdemócrata en las elecciones a la presidencia de Brasil.
La obra propuesta por el argentino Roberto Jacoby ha consistido en socializar su espacio para que sea gestionado por una Brigada Argentina por Dilma que se dispuso a diseminar abiertamente propaganda favorable a la candidata del Partido de los Trabajadores en sucesión de Lula, apostando a ser parte del momento histórico excepcional de unidad, solidaridad, redistribución y democracia que se abre en América Latina.
De acuerdo con la —poco convincente— justificación hasta ahora emitida por la Fundación Bienal de San Pablo, un informe de la Procuraduría Electoral General habría decretado que la obra incurre en un "delito electoral" por quebrantar la Ley que impide la "vehiculación de propaganda de cualquier naturaleza" en espacios cuyo uso dependa de los poderes públicos. Sin embargo fue la propia Bienal la que concurrió a sede judicial para denunciar la obra que habían invitado.
Uno de los curadores de la Bienal, Agnaldo Farias, ha declarado a la prensa que "no podemos contestar la decisión de la justicia, porque corremos incluso el riesgo de que nos lleven presos. Si hubiésemos conocido de antemano que se trataba de Dilma, sabedores de que habría habido problemas, hubiéramos avisado al artista". El argumento de los curadores de que habrían “sido sorprendidos” por el desarrollo de la pieza no se sostiene, ya que la misma fotografía censurada figura tanto en el catálogo de la Bienal como en su sitio web.
A esta afirmación pusilánime no se puede sino responder con una pregunta: ¿qué piensa que convoca un curador de arte establecido cuando invoca la palabra "política"? Más allá de este caso puntual, no son infrecuentes las propuestas curatoriales que apelan a la relación “arte y política” para exhibir cementerios documentales o retratos de pobres o raros distantes. Esta obra política de Jacoby se opone eficazmente a esta despotenciación del arte político que ejerce actualmente el mainstream institucional.
Pero ¿qué sucede cuando un artista se toma en serio la necesidad de convertir un espacio artístico en un espacio público, para producir confrontación política —y no falso consenso— en tiempo real y en el mismo vientre del sistema del arte? El alma nunca piensa sin imagen —que así se titula la obra— consiste en algo más que la propaganda electoral favorable a Dilma: el espacio de la muestra asignado a Jacoby se transformó además en una máquina de producir antagonismo entre opiniones diversas, tomando partido e imponiendo al establishment artístico implicarse en una discusión sobre el hecho constatable de que, en un espacio geopolítico como América latina, existe hoy más experimentación, más creatividad y —en definitiva— más esperanza en el área de la política y de lo político —desde las estructuras institucionales hasta el campo de los movimientos sociales— que en el sistema del arte contemporáneo.
Jacoby participa en la Bienal por partida doble, pues integró asimismo el colectivo de artistas, sociólogos, militantes de varias ciudades que en 1968 produjo la histórica Tucumán Arde, documentada erróneamente —y se trata de un síntoma grave y elocuente— en el web de la Bienal como una obra del Grupo de Arte de Vanguardia rosarino. Ésta fue clausurada en la central obrera en Buenos Aires, bajo presiones militares durante la dictadura del general Onganía: su provocación consistía en desbordar el sistema del arte para abrazar el movimiento de protesta social en contra del sistema vigente. A la inversa, El alma nunca piensa sin imagen parece haber sido censurada por instalar en el centro del sistema del arte una actividad a favor de un proceso extraartístico que sucede en la institución política. La Brigada Argentina por Dilma nos lo expone como algo mucho más real —porque resulta más imperfecto y complejo al fin— que la pulcritud inmaculada con que habitualmente brilla la palabra "política" en los textos curatoriales.
Integran la Brigada Argentina por Dilma:
Adriana Minoliti, Alejandro Ros, Ana Longoni, Alina Perkins, Cecilia Sainz, Cecilia Szalkowicz, Daniel Joglar, Fernanda Laguna, Francisco Garamona, Florencia Hipolitti, Paula Bugni, Hernán Paganini, Javier Barilaro, José Fernández Vega, Julia Ramírez, Kiwi Sainz, Laura Escobar, Lidia Aufgang, Lucas Rubinich, Mariano Andrade, Mariela Scafati, Mariela Bond, María Granillo, Nacho Marciano, Roberto Jacoby, Santiago Villanueva, Syd Krochmalny, Tomás Espina, Víctor Florido, Victoria Colmegna.
Adhesiones (al 28/9/2010):
Marcelo Expósito (Barcelona/Buenos Aires).
Gachi Hasper (Buenos Aires)
Diana Aisenberg (Buenos Aires)
Cecilia Sainz (Buenos Aires)
Federico Geller (Buenos Aires)
Helena Chávez (México)
Fernanda Nogueira (Sao Paulo)
Miguel López (Lima)
Francisco Reyes Palma (México)
Marina de Caro (Buenos Aires)
Octaviano Moniz Barreto (Bahia)
Damián Ríos
Inés Patricio (Rio de Janeiro)
Hugo Salas
Guadalupe Maradei (Buenos Aires)
Federico Brollo (Buenos Aires)
Hugo Vidal (Buenos Aires)
Leo Ramos (Resistencia)
Ramiro Larraín (Buenos Aires)
Inés Martino (Rosario)
Compartiendo Capital (Rosario)
David Gutiérrez Castañeda (México/Bogotá)
Hernán Rodolfo Ulm (Argentina)
Beba Eguía (Buenos Aires)
Ricardo Piglia (Buenos Aires)
Mariana Serbent (Mendoza)
Laura García Hernàndez
Magdalena Jitrik (Buenos Aires)
José Curia
Leandro Katz (Buenos Aires)
Adrián Pérez (Buenos Aires)
Eduardo Grüner (Buenos Aires)
Carolina Senmartín (Còrdoba)
Mariana Botey (México)
Carlos Aranda (México)
Daniel Duchowney (Argentina)
Aldo Ambrozio (Brasil)
Carlos Banzi (Argentina)
José Luis Meirás (Buenos Aires)
Gabriela Nouzeilles (Princeton)
Lía Colombino (Asunción)
Museo del Barro (Asunción)
Taller Crìtica (Asunción)
Fernando Davis (Buenos Aires)
William López (Bogotá)
José Ignacio Otero (Buenos Aires)
Leonardo Retamoso Palma (Santa María)
Emilio Tarazona (Lima)
María Cristina Pérez (Rosario)
Gustavo López (Bahía Blanca)
Marcelo Diaz (Argentina)
José Luis Tuñón (Comodoro Rivadavia)
Carlos Dias (Brasil)
Claudia del Río (Argentina)
Juan Manuel Burgos (Còrdoba)
Marcos Ferreira de Paula (Sao Paulo)
Amalia Gieschen (Argentina)
Suely Rolnik (Sao Paulo)
Cristina Ribas (Rio de Janeiro)
Gustavo Marrone (Barcelona)
Marcelo Novoa
Darío Corbeira (Madrid)
Mane Adaro (Chile)
Cuauhtémoc Medina (México)
Clemente Padín (Montevideo)
Diana Laurencich (Buenos Aires)
Saulo di Tarso (São Paulo)
Jorge Gaggero (Buenos Aires)
Víctor Costales (París/ Quito)
Claudia Crea (Buenos Aires)
Victoria Sacco (Buenos Aires/Barcelona)
Bernadette Siqueira Abrão (Brasil)
Enrique Aguerre (Montevideo)
Rosalía Maguid
Rosario Güiraldes (Argentina)
Tania Bruguera
Ana Tiscornia
Halim Badawi (Bogotá)
Emilia Casiva (Córdoba)
Pablo Andrés Carvajal (Rancagua, Chile)
Andrea Giunta (Buenos Aires)
Fabricio Caiazza (Rosario)
Víctor de Zavalía (Buenos Aires)
Néstor Martínez Celis (Colombia)
Gabriela Gabelich (Rosario)
Diego Petrate (La Plata)
Ariel Gerardo Luquez (La Rioja)
Ana Gallardo (Buenos Aires)
Ana Laura Rivara (Buenos Aires)
Damián Selci (Buenos Aires)
Analia Regue (Rosario)
Grupo Analítica (Colombia)
Mayra Rojo (México)
Gene Ray (Berlin)
Franco Ingrassia (Rosario)
Bojana Piskur (Ljubljana, Slovenia)
Miguel Andrade Valdez (Lima)
Oscar Salamanca (Pereira, Colombia)
Alicia Benítez
Raul Antelo (Florianópolis)
Ricardo Arcos-Palma (Colombia)
Jimena Ferreiro (Buenos Aires)
Francisco Godoy (Madrid)
Teresa Velázquez (Madrid)
Fernando Pertuz (Colombia)
Luciana Ponte
Rachel Weiss (Chicago)
Maria Gabriela de la Cruz (Buenos Aires)
Roberto Amigo (Buenos Aires)
Rodrigo Peiretti (Buenos Aires)
Gustavo Buntinx (Lima)
jueves, julio 15, 2010
Conferencia y taller de Ana Longoni en Lima
Recuerdo que mi primera vinculación con su trabajo fue en los primeros años de esta década a través de unos ejemplares fotocopiados de su libro De los poetas malditos al video-clip (1998) que entre algunos amigos circulamos en la Universidad Católica (luego presté mis copias, fotocopias de fotocopias, y ya nunca las he vuelto a ver), y poco después de ello creo recordar el interés soterrado en su libro Del Di Tella a Tucumán Arde, ciertamente difícil de conseguir (se encuentra en la biblioteca de la U. Católica, no obstante) y acaso restringido a algunos pocos interesados en repensar las vanguardias políticas continentales. Pero además de ello en Lima ha sido casi imposible poder conseguir sus otros libros: alguna vez que me tope sorpresivamente con el libro Revolución en el arte en la librería Ibero en Miraflores, y un par de años después con un ejemplar de El Siluetazo en la librería El Virrey de San Isidro. E intuyo que Traiciones al haber sido editado por Norma alguna circulación en Lima habrá tenido, aunque no me consta --este es, por cierto, uno de sus mejores libros. La circulación local de publicaciones latinoamericanas vinculada a la teoría y la estética siempre ha sido un problema a saldar. No tengo la certeza pero intuyo que al menos desde hace cuatro años ha sido a través de este humilde blog que varios de los recientes textos, proyectos y actividades de Ana circularon por primera vez en Lima (más recientemente postée aquí también las reseñas sobre el El Siluetazo --este es otro libro imprescindible-- que Xavier Antich, Marcelo Expósito y yo publicamos en La Vanguardia), cuatro años que es también el tiempo que la conozco y trabajamos cómplicemente en distintos proyectos editoriales, de escritura e investigación colectiva (como la Red Conceptualismos del Sur, entre otros), un privilegio sin duda. Por lo dicho es de agradecer que esta lectura y talleres puedan realizarse, y acaso ello permita remover nuevos intereses por una generación joven de historiadores e investigadores latinoamericanos que vienen realizando un trabajo no sólo notable en términos académicos sino importantísimo en sus formas de intervención en los saberes públicos sobre nuestras violencias recientes.Además del taller (ver abajo) Ana estará dando una charla pública el miércoles 21 de julio en el Centro Cultural de España bajo el título "Activismo artístico en la última década en Argentina: acciones en torno a la segunda desaparición de Julio López". Lamento enormemente no poder estar allí en estas precisas fechas pero no tengo dudas que el intercambio será excepcional. Es una excelente noticia que en el Centro Cultural de España (con el impulso de David Flores-Hora) apueste frontalmente por traer no solo historiadores españoles sino fundamentalmente latinoamericanos, un diálogo urgente y más que necesario en una Lima todavía demasiado ajena y carente de interlocución en los debates regionales que han involucrado a nuestro Sur en la última década.
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Prácticas antagonistas en los años 60 en Argentina
• Tallerista Ana Longoni
A lo largo del taller, nos proponemos revisar una serie de experiencias de articulación entre arte y política que tuvieron lugar en Argentina desde la década del 60 en adelante. Esta diversidad de “casos” comparte la voluntad por confrontar o incidir desde el arte sobre las condiciones de existencia, y por consiguiente la puesta en cuestión o el desbordamiento del límite convencional entre arte y no arte. En distintos contextos históricos, estos movimientos sostuvieron posicionamientos explícitos que cuestionaron o redefinieron la noción instituida de “obra”, “arte”, “artista” a la vez que la concepción de lo “político” a través de diversos rumbos que conjugaron la experimentación y la radicalidad tanto poética como política.
Ana Longoni es escritora, dramaturga e investigadora. Doctora en Artes (Universidad de Buenos Aires), es profesora de Teoría de los Medios y la Cultura en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires (UBA). Coordina el grupo de investigación “¿La cultura como resistencia?: lecturas desde la transición de producciones culturales y artísticas durante la última dictadura argentina”.
Dirigido: Estudiantes y o jóvenes críticos o egresados de historia del arte, ciencias sociales, arte y humanidades en general. Artistas, activistas, e interesados en general.
Duración: 19, 20, 21 julio.
Horario: 9m-12m.
Inscripción: Completa el formulario on-line aquí.
Plazo hasta el 12 de julio a las 12m.
Cupo limitado: 20 plazas disponibles.
lunes, abril 12, 2010
How Do We Know What Latin American Conceptualism Looks Like? (Afterall 23, Spring 2010)
Junto con el ensayo se publican imágenes de la exposición Global Conceptualism (1999), vistas de montaje de la exposición Inventario..., y además registros de Tucumán Arde (1968) y obra de Edgardo A. Vigo, Jodorowsky y el No-Grupo (con lo cual aprovecho para agradecer a Maris Bustamante, Sol Henaro, Ana Longoni, Fernando Davis, Graciela Carnevale, Eduardo Costa, Jodorowsky, Rachel Weiss y el Archivo Vigo en La Plata, por su ayuda en la obtención de imágenes). Distintas ideas de este texto han sido ensayadas y discutidas con mis compañeros de la Red Conceptualismos del Sur, a quienes le agradezco el siempre generoso intercambio de ideas. Ideas previas han sido esbozadas en escritos como: "Secuestros, politizaciones, analiticidades, mitificaciones. A propósito del arte conceptual en América Latina en los 60/70", Ramona 82, Buenos Aires, julio 2008, pp. 41-47 (dossier 'Vanguardias polémicas: la herencia de los sesenta' editado por Ana Longoni); "Robar la historia, traicionar el arte conceptual", Des-bordes #0, enero 2009 (ver online); y "Desclasificar el cuerpo (conceptual): Impugnar políticamente el conceptualismo latinoamericano", Artecontexto 24 / 4, Madrid, 2009 (dossier 'Contrageografías del arte conceptual' del cual fui editor invitado), así como en el taller "Historia y Montaje. Usar, rehusar y desusar la historia" que impartí en Lugar a Dudas en Cali, Colombia, en agosto de 2009. Hecho el recuento resulta interesante advertir los caminos imprevisibles de las ideas.En esta edición de Afterall se incluyen además muy buenos textos y entrevistas de Elena Filipovic, Annie Fletcher, Roger Buergel, Pieter Van Bogaert, Lucy Reinolds o Sarah Lowndes, entre otros, se discute sobre el trabajo de filósofos e historiados tan relevantes como Carl Einstein o Georges Didi-Huberman, y de artistas como la cineasta y escritora feminista vietnamita Trin T. Min-ha o la directora norteamericana de cine experimental Babette Mangolte, entre otros. Y un último detalle que no quería dejar de comentar --y que quizá pueda parecer más anecdótico-- es el placer de trabajar con el equipo editor de Afterall (Pablo Lafuente, Nuria Enguita y Melissa Gronlund), más aún para un proceso de traducción tan complejo y extenuante. Es tan difícil encontrar buenos editores comprometidos con el intercambio crítico de ideas en un momento de velocidades hiperaceleradas, que realmente el elogio me parece merecido. Ojalá el texto permita colaborar en el debate sobre las historizaciones recientes del llamado arte (conceptual) latinoamericano y los dispositivos que ponemos en marcha al momento de emprender tales relecturas. El ensayo también se puede leer online. Reproduzco el anuncio de Afterall de e-flux.
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Afterall 23 Spring 2010 Babette Mangolte, Lidwien van de Ven, Thea Djordjadze, Trinh T. Minh-ha http://www.afterall.org | ||||
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Afterall announces the publication of the issue 23 (Spring 2010), which looks at issues of representation and the construction of visibility. Miguel A. López discusses the processes of historicising Latin American art of the 1960s and 70s, and how current readings of key political events, such as the 'Tucumán Arde' episode in 1968, are questioning what has been placed under the geographical and art-historical rubric 'Latin American Conceptualism'. In an analysis of the use of shadow in the film performances of British film-makers Malcolm Le Grice and Gill Eatherley, Lucy Reynolds relates British Expanded Cinema's attempt for a 'cinema without illusion' to the experiences of the uncanny and outmoded raised by pre-cinematic spectacles. Looking at Babette Mangolte's filming of key performance pieces of the 1970s, and at Mangolte's own films and installation work, Barbara Clausen explores the relationship between performance and documentation forty years on. Mangolte and Elena Filipovic speak about Mangolte's involvement in the experimental theatre, film and dance scenes of 1970s New York, and her own films of that period, discussing what it means to represent the work of others. Roger M. Buergel looks back at Lidwien van de Ven's document, her installation of photographs at documenta 12, in terms of their investment in both memory and perception. Annie Fletcher speaks to Lidwien van de Ven about her working method, her relation to media images of conflicts and politics, and her mapping of the field of the visible. Sarah Lowndes looks at the processes of creation, ritual and translation in Thea Djordjadze's obliquely referential sculptures and installations, and Vanessa Joan Müller examines Djordjadze's questioning of categories and fixed temporal structures as means of understanding or 'reading' objects. An van. Dienderen uses the ideas of the 'interval' and plural authorship to situate Trinh T. Minh-ha's films and books within the many worlds — post-colonial, feminist, independent film, artistic — into which her works cross over. Joshua Fausty asks, in a study of Trinh's critical writing, whether the essay form can offer new ways of describing the world. In the back section, Claire Barliant surveys new strategies in art-making in the US in response to the housing crisis, while David Quigley looks at the early twentieth-century figure Carl Einstein to analyse how we write art history. Finally, Pieter Van Bogaert sets into contrast Georges Didi-Huberman's reading of images of the Holocaust with Renzo Martens's video Episode 3: Enjoy Poverty. Issue 23 can be purchased in bookshops across the UK, Europe and America. For more information on Afterall or to subscribe, visit our website: http://www.afterall.org. Exclusive to our website, Afterall Online publishes new content twice a month. Recent posts include a discussion between the film-maker Duncan Campbell and Stuart Comer, a photo-essay on British radical printshops, and an essay by Nav Haq on the valuation of art. Afterall Books' latest titles are Richard Long: A Line Made by Walking by Dieter Roelstraete and Marcel Duchamp: Étant donnés by Julian Jason Haladyn. For more information on the One Work series please visit http://www.afterall.org/books/ Afterall journal is published by Central Saint Martins College of Art & Design, London, in association with MuHKA, Antwerp and UNIA arteypensamiento, Seville. | ||||
[imagen: No Grupo (Maris Bustamante, Melquíades Herrera, Alfredo Núñez y Rubén Valencia), Cartel de la acción Montaje de Momentos Plásticos, presentada en el Primer Coloquio de Arte No-objetual y Arte Urbano en Medellín, Colombia, 1981. Impresión en offset en tres partes, 57 x 87 cm. c/u. Cortesía de Andrea y Neus Valencia]
martes, noviembre 03, 2009
Ramona 95. Bienales Internacionales en y desde Latinoamerica
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INDICE
- EDITORIAL
Veo, veo...
BIENALES INTERNACIONALES EN Y DESDE LATINOAMÉRICA
Introducción
Cecilia Iida
Entrevista a Llilian Llanes. Memoria y resistencia en los inicios
de la Bienal de La Habana.
Cecilia Iida
Horror Vacui. Crítica institucional y suspensión (temporal) del sistema internacional del arte. Una conversación con Ivo Mesquita sobre la 28ª Bienal de San Pablo
Joaquín Barriendos y Vinicius Spricigo
Mirar el vacío: Una visión colectiva sobre la Bienal de San Pablo
André Mesquita, Cristina Ribas, Euler Sandeville Jr., Flavia Vivacqua, Gavin Adams, Gisella Hiche y Graziela Kunsch
Jerarquías Estéticas de la Modernidad/Colonialidad
Joaquín Barriendos
Reflexiones sobre los activismos artísticos y políticos latinoamericanos en el campo global
Cecilia Iida
REALIDAD Y REPRESENTACIÓN
La construcción de mundos por imágenes
Sofía Panzarini
ENTREVISTA A OSVALDO ROMBERG
Una resignificación permanente
Julio Sapollnik y Mara De Giovanni
RESEÑA DE LIBRO
Una experiencia colectiva. Tucumán Arde y la vanguardia radicalizada
María Rosa Gómez
EDITORIAL
Veo, veo...
“Mostrar”, “exponer”, “exhibir”, “presentar”, son acciones que las bienales internacionales de arte cumplen en grado superlativo desde que en 1895 abrió sus puertas la primera edición de la Bienal de Venecia. Desde aquel momento inaugural hasta la actualidad, estos mega eventos han crecido en número y relevancia en el campo artístico global, al punto de realizarse decenas de bienales internacionales por año y de ser consideradas citas insoslayables en el calendario de las artes visuales contemporáneas. Nada de esto ha pasado desapercibido a los críticos y teóricos del arte, que han sostenido vistosos debates antes, durante y mucho tiempo después de cada bienal, acerca de las propuestas museísticas y los proyectos pedagógicos de cada caso en particular o sobre los impactos en el mercado del arte que promueven en general. Así las cosas, había algo que me interesaba muchísimo pero que a partir del material actualmente disponible todavía no lograba vislumbrar: ¿cuáles son las posiciones críticas latinoamericanas frente a estos fenómenos, si las hay?
Afortunadamente, di con la docente e investigadora argentina Cecilia Iida, mi editora invitada, quien convocó a un grupo internacional de colaboradores y les propuso llevar adelante la escritura del dossier “Bienales internacionales en y desde Latinoamérica”. El dossier compila cinco intervenciones que, en su conjunto, producen una potente reflexión sobre las concepciones del arte que sustentan las decisiones organizacionales y curatoriales de estos encuentros bianuales.
En la entrevista que abre el dossier, la investigadora y curadora cubana Lilian Llanes da testimonio de su experiencia de quince años como directora de la Bienal de La Habana a la que concibió, desde una perspectiva tercermundista, como un foco de interés alternativo a los ya existentes, destinado a aquellos artistas que no entraban en los parámetros del establishment internacional. A continuación, encontrarán una conversación con Ivo Mesquita, el curador de la controvertida 28ª Bienal de São Paulo que tuvo entre sus iniciativas más discutidas la idea de dejar despojado de obras el segundo piso del pabellón y crear una gran plataforma para el encuentro, la reflexión y discusión sobre el sistema de las bienales de arte en el circuito artístico internacional. Para reproducir parte del debate que tuvo lugar a partir de esta propuesta radical, el dossier incluye también un texto colectivo de artistas, investigadores y activistas brasileños que instala la pregunta por rol que le toca ahora cumplir a la Bienal de São Paulo ante un nuevo orden profesional, técnico, económico, institucional que la misma Bienal ha ayudado a construir. Para cerrar la compilación, se incluyen dos artículos que enmarcan el problema en el contexto artístico global. En “Jerarquías estéticas de la modernidad/colonialidad”, el docente e investigador español Joaquín Barriendos propone un análisis de los dilemas descoloniales a los que se enfrentan los museos progresistas de arte, con especial interés en el proceso de reinvención de América Latina como “región geoestética emergente”. Y en “Reflexiones sobre los activismos artísticos y políticos latinoamericanos en el campo global”, Cecilia Iida estudia distintas acciones de artistas latinoamericanos activistas y plantea el interrogante por su recepción y posible incorporación al orden hegemónico vigente: ¿son leídas como prácticas de las resistencias o como resistencias que devienen funcionales al discurso dominante?
Voilà, amigas, todo a la vista.
lunes, octubre 26, 2009
Estados de Sitio en la Trienal de Santiago
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CIRCUITO DE ARTE LATINOAMERICANO: VALPARAÍSO “SITIADO” POR LA TRIENAL DE CHILE
Circuito de exposiciones Arte Latinoamérica: Estados de Sitio
9 de octubre al 5 de diciembre, Consejo Nacional de la Cultura y las Artes, Museo Lord Cochrane, Sala El Farol, Sala DUC, Sala Puntángeles (Valparaíso)
Por GABRIEL PELUFFO LINARI (Uruguay), curador
Bajo la curatoría de Gabriel Peluffo (Uruguay) y de Alberto Madrid (Chile), el 9 de octubre se inauguró en el Consejo Nacional de la Cultura y las Artes (Plaza Sotomayor 233, Valparaíso) “Arte Latinoamérica: Estados de Sitio”, un circuito de exhibiciones en salas de arte y de intervenciones en el espacio público que propone un acercamiento al arte latinoamericano de las últimas décadas.El proyecto incluye —hasta el 5 de diciembre— obras de artistas cruciales, así como registros y archivos de grupos que en los años 70 y 80 trabajaron en contextos de represión política. Se cuentan, entre otros, Francis Alÿs (México), Juan Burgos (Uruguay), Roberto Jacoby (Argentina), Óscar Muñoz (Colombia), Liliana Porter (Argentina - Nueva York), Gonzalo Díaz, Juan Castillo y Guisela Munita (Chile); más los colectivos históricos Grupo de Artistas de Vanguardia de Rosario (Argentina, 1968), Colectivo Acciones de Arte (CADA - Chile), EPS Huayco (Perú), Taller 4 ROJO (Colombia) y No-Grupo (México).
En palabras del curador general de la Trienal de Chile, Ticio Escobar: “La muestra plantea una situación del arte latinoamericano desde cierto anacronismo: una vuelta a las fuentes, al trabajo con archivos, a un sentido político y de vanguardia, revisando cómo se relacionan las obras de hoy con esas matrices. Desde el discurso del evento sobre los límites del arte, es plantear la relación con la memoria”.
Se extiende al respecto, Gabriel Peluffo: “En las últimas décadas, el mapa cultural del continente ya no puede disimular el estar ‘fuera de registro’ con relación a su antiguo contenedor: el mapa político-geográfico. Nuevas condiciones de conciencia histórica (en lo relativo al esfuerzo revisionista de las historiografías locales y al redimensionamiento del papel jugado por la diversidad étnica en los conflictos sociales), así como nuevos flujos migratorios que crearon comunidades dislocadas con motivo del exilio político y la migración laboral, constituyen factores activos de la permanente movilidad de dicho mapa cultural… Hablar de ‘arte latinoamericano’ sin rémoras esencialistas sólo puede tener sentido en el restringido marco casuístico de determinadas prácticas artísticas, curatoriales y políticas”.
“Esta exposición no pretende, por lo tanto, basarse en categorizaciones historiográficas y tampoco en otras de carácter formal o doctrinal, para luego hacer una taxonomía museográfica de esas categorías, como ha sucedido muchas veces. Hemos preferido poner el acento en un arte caracterizado por actitudes de vanguardia en el linde con la acción política como marca distintiva de varias experiencias localizadas, aunque geográficamente dispersas, que se registraron en el continente desde fines de los años 60”, agrega.
Cabe señalar que el énfasis puesto en el período 1968-1985 es cuestión sustantiva del proyecto, en tanto tiene lugar en él una transformación peculiar de la relaciones entre arte y política, pasando de un arte que busca la ilustración estética de la crítica política, a una política de las estrategias críticas (en tanto críticas culturales al sistema) a través del arte.
En el guión expositivo, se superponen dos diagramas de selección y organización de obras: en primer lugar uno que parte de la idea de “Diálogos de sitio” y, en segundo lugar, un diagrama que busca restaurar la noción de “archivo” como estrato testimonial de una memoria dinámica, abierta a relecturas diversas, poniendo en diálogo acontecimientos puntuales y territorialmente dispersos que tuvieron lugar en América Latina a través de colectivos emblemáticos en el sentido de pulsión creativa, espesor crítico y resistencia política.
En los “Diálogos de sitio” —un eje curatorial concebido “en travesía”— destacan las obras in situ o que transitan de Francis Alÿs (México), Juan Burgos (Uruguay), Roberto Jacoby (Argentina), Oscar Muñoz (Colombia) y Liliana Porter (Argentina – Nueva York), al igual que las intervenciones públicas de Gonzalo Díaz, Juan Castillo y Guisela Munita.
Mientras que en los distintos espacios se sitúan —siempre integrando propuestas de los anteriores artistas contemporáneos— archivos de obras de los siguientes colectivos:
- SALA PUNTÁNGELES (Calle O’Higgins 1266): Grupo de Artistas de Vanguardia de Rosario y la acción “Tucumán Arde” (Argentina, 1968).
- MUSEO COCHRANE (Merlot 195, Cerro Cordillera): Taller 4 ROJO (Colombia, 1972-1976), Clemencia Lucena (Colombia, 1973-1983), EPS Huayco (Perú, 1980-1982).
- SALA EL FAROL (Calle Blanco 1113): Colectivo Acciones de Arte —CADA— (Chile, 1975-1985).
- ESPACIO DUC (Iglesia La Matriz, Santo Domingo 26): No-Grupo (México, 1977-1983).
- ESPACIO ZÓCALO, Consejo Nacional de la Cultura y las Artes (Plaza Sotomayor): exposición “Travesías” (Valparaíso, 1965 - 2009), con registros del Proyecto Amereida (Escuela de Arquitectura de Valparaíso), de Vanguardia de Rosario y EPS Huayco.

ITINERARIO POSIBLE Y DETALLE DE OBRAS
A continuación, se presenta un recorrido propuesto por Gabriel Peluffo para visitar toda la muestra de la Trienal de Chile que ocupa Valparaíso, concibiéndose las exposiciones e intervenciones como una combinatoria de itinerarios que reproducen los recorridos del sujeto en la ciudad.
- La sala de exposiciones PUNTÁNGELES, en las inmediaciones de la Plaza Cívica, con el archivo del Grupo de Artistas de Vanguardia de Rosario y Tucumán Arde, puede ser un punto de partida pertinente del recorrido. En ese espacio se encuentran también obras actuales de Roberto Jacoby y de Ricardo Migliorisi.
- En dirección hacia el sur, a dos cuadras de Puntángeles, se encuentra la SALA EL FAROL, donde se dispone el archivo de CADA que incluye, además de obra gráfica, fotografías y documentos, imágenes de acciones callejeras de Lotty Rosenfeld. En ese contexto se instala la obra “Narciso” del colombiano Oscar Muñoz y el video de Juan Castillo “Proyecto Bordes”.
- Prosiguiendo el recorrido en la misma dirección, y llegando a la Plaza Sotomayor, se encuentra el edificio del CONSEJO DE LA CULTURA Y LAS ARTES en cuyo interior, descendiendo un piso desde el hall, se disponen las obras vinculadas al eje curatorial “en travesía”: registros fotográficos del artista chileno Juan Downey, de EPS Huayco y Tucumán Arde, así como un video con acciones del CADA y otro del artista mexicano Francis Alÿs. En el hall de este edificio el artista chileno Raúl Zurita (ex integrante de CADA) expone el registro de su obra realizada en 1993 en el desierto de Atacama, donde “escribió” en el paisaje mediante máquinas excavadoras NI PENA NI MIEDO.
- Sobre la fachada hacia la Plaza Sotomayor, se desarrolla el texto en letras de neón, obra del chileno Gonzalo Díaz.
- Sobre la calle Serrano, se encuentra la ruina del PALACIO SUBERCASEAUX, cuyo apuntalamiento sirve como documentación de obra a la artista chilena Guisela Munita, a través de una gigantografía fotográfica instalada en una de sus fachadas.
- Andando por la calle Serrano y ascendiendo hacia el Cerro Cordillera se llega al MUSEO COCHRANE, a unos 150 metros de la Plaza Sotomayor y sobre una altura que permite la visualización del recorrido general. En sus tres salas se ubican las obras y documentos de EPS Huayco (cuyos principales artistas representados son María Luy, Francesco Mariotti, Charo Noriega, Javier Salazar, Armando Williams, entre otros), de Taller 4 Rojo (con obras del colectivo entre las que destacan las de Diego Arango y Nirma Zárate) y pinturas de Clemencia Lucena. Los artistas contemporáneos incluidos son Juan Burgos y Liliana Porter; el primero con intervenciones digitales sobre grabados de propaganda de la China maoísta; la segunda con su video digital “Matiné” (2009), una metáfora exquisita de la desolación contemporánea construida con toques de humor y fragmentos de utopías.
- Descendiendo en dirección a la ciudad vieja, y a unos 200 metros del Museo Cochrane, en el sector de la Iglesia La Matriz, está el último de los espacios que conforman este itinerario: la pequeña sala de exposiciones del CENTRO DE ESTUDIOS DUC (Desarrollo Urbano), donde se instala el archivo del colectivo mexicano NO Grupo, con obras colectivas y piezas individuales, principalmente de Maris Bustamante y Melquíades Herrera.
- Parte del eje “Travesías” es la obra de Juan Castillo que recorre la ciudad con “Ejercicios de borde”, un archivo móvil de su otra obra dispuesta en la Sala El Farol, tratándose de un camión con los relatos registrados en video de habitantes del puerto.
[imagen 1: Gonzalo Díaz, Proyecto Valparíso, 2009 / imagen 2: EPS Huayco, Sarita Colonia, 1980, pintura sobre 12,000 latas vacías de leche evaporada. cortesía: Francisco Mariotti]
domingo, noviembre 02, 2008
Más sobre 'Inventario. Archivo Graciela Carnevale (1965-1975)'
Reproduzco el artículo y queda en deuda mi comentario un tanto más extenso sobre la exposición y el Segundo Encuentro de la Red de Investigación de Conceptualismos.
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Imágenes del origen de Tucumán Arde
El archivo en uso de la artista rosarina y docente de la UNR está expuesto de manera tal que no se cristalice en la mera contemplación y fetiche. Pero el caso es problemático, ya que algunas versiones quedan empañadas por éstas.
Por Beatriz Vignoli
En el marco de las actividades conmemorativas de 1968 del Centro Cultural Parque de España/AECID (Sarmiento y el río) se inscribe por estos días una muestra muy particular, titulada Inventario. Archivo Graciela Carnevale. Hasta el 9 de noviembre, las tres salas de exposiciones fueron tomadas por un "archivo en uso" que puede ser consultado y que documenta la actividad del Grupo de Arte de Vanguardia (GAV) en la realización de la legendaria obra "Tucumán Arde". La depositaria del mismo, la artista visual y docente de la UNR Graciela Carnevale, decidió exponerlo de tal manera que el acto de mostrar este conjunto tan especial de imágenes y palabras no lo cristalice convirtiéndolo en un mero objeto de contemplación o en fetiche. Por eso, al archivo propiamente dicho que se extiende en el túnel 2, se suman las secciones Derivas y recuperaciones y Otros archivos (prácticas activistas), cuya función es la de actualizar las resonancias de aquella experiencia colectiva realizada 40 años atrás.
La muestra se complementa con una serie de actividades, que vienen teniendo lugar desde su inauguración. El viernes 31 de octubre, los autores Mariano Mestman y Ana Longoni conversarán con Guillermo Fantoni sobre la reedición que Eudeba hizo este año del libro Del Di Tella a Tucumán Arde. El viernes 7 y el sábado 8 de noviembre, a las 19, habrá dos mesas redondas donde integrantes de diversos colectivos artísticos alternativos hablarán sobre las nuevas prácticas activistas que están o estarían interpelando a los 60.
¿Cómo conservar la energía original del proyecto? ¿Cómo hacer "que respire el aire enrarecido de lo que no puede ser"? Carnevale se hizo estas y otras preguntas, a las cuales responde el montaje del archivo, que lo presenta más bien como un documento vivo o caja de herramientas que como la "obra" rígida y estática que "Tucumán Arde" jamás pretendió ser. Aquella experiencia de 1968, representativa de las tendencias del arte político y del arte como comunicación, fue un proceso que transformó a sus participantes, según contó en una entrevista otra de las integrantes del GAV, Noemí Escandell. Si bien otros integrantes del grupo, como Escandell, también conservan fotos y recuerdos de aquel mítico proyecto, la documentación histórica se ha centrado hasta ahora en el archivo de Carnevale, el más extenso debido a que, al menos según ella cuenta en el catálogo, el resto del grupo le propuso ser responsable de prensa y llevar el registro de las acciones del GAV: "Así, azarosamente, como parte de un mandato grupal, acepté y me involucré en preservar la memoria de ese recorrido".
Ese azar continúa signando la memoria de una creación grupal que devino archivo individual. El caso es problemático. En estas mismas salas, hace exactamente 10 años, se expusieron algunas de las fotos de Tucumán Arde que forman parte del legado de Juan Pablo Renzi, hoy a cargo de Xil Buffone, quien reside en Buenos Aires y cuya empatía para con los procesos revolucionarios es aproximadamente similar a la de un adoquín o la hoja de un serrucho. Ni esas ni otras fotos son hoy de la partida. En la presente ocasión, de entre los artistas sobrevivientes del GAV, fueron convocados Norberto Puzzolo y Jaime Rippa. A los demás, nadie les pidió que aportaran nada. Acaso se vuelvan seniles y pierdan la memoria esperando que alguien les ponga un grabador delante (o un micrófono, o una cámara de video) para dar su propia versión de los hechos y del sentido que tuvieron. "Tucumán Arde", 40 años después, es menos un dato histórico que un botín académico del que se sabe que unge de gloria y prestigio a quien acierte a adueñarse, no sólo de sus restos mortales, sino del discurso acerca de su "concepto" o de lo que significó. Forzando un poco la comparación, podría decirse que es el equivalente artístico de otros cadáveres de la historia como el de Eva Perón, los desaparecidos de la dictadura o los caídos en Malvinas. Todos apestan, en alguna medida. En el país donde los que sobreviven se matan por los muertos, la trama micropolítica de las peleas por el micropoder no sólo pone en primer plano las mezquindades, encubriendo las grandes luchas que inspiraron acciones valerosas como Tucumán Arde, sino que instala un darwinismo social por el cual triunfan ciertas versiones en detrimento de otras: de la contienda surgen voces autorizadas a expensas de otras voces amordazadas o automarginadas. Pero algo es algo, y en buena hora que este archivo se muestre a la ciudad: ojalá sirva como primer paso para emprender cuanto antes todos los revisionismos que sean necesarios. Porque, de lo contrario, el enemigo, el enemigo común contra el que se alzaron aquellos jóvenes, habrá triunfado.
[imagen: vista del tercer corredor de la exposición 'Inventario...', donde se presenta documentación, publicaciones y textos en torno a cómo ha sido 'Tucumán Arde' recuperada y referida desde 1969 hasta la presente exposición. foto: Miguel López]
sábado, noviembre 01, 2008
De vuelta en Barcelona / El archivo universal
En el camino de estos viajes además fui recopilando materiales que será bueno compartir. Desde el anuncio de la reedición del libro "Del Di Tella a Tucumán Arde. Vanguardia artística y política en el '68 argentino" de Ana Longoni y Mariano Mestman, editado inicialmente en 2000 y agotadísimo desde hace muchos años, y que ojalá pueda ahora finalmente circular por Lima -intentaré también robarle a Ana una pequeña entrevista sobre esta nueva edición-, hasta algunos documentos, videos, y fotografías de exposiciones inauguradas hace poco tiempo.
Hablando de exposiciones una de las que más me entusiasma ver pronto es, sin duda, El Archivo Universal. La Condición del Documento y la Utopía Fotográfica Moderna curada por Jorge Ribalta en el MACBA e inaugurada hace tan solo una semana. Me interesa no solo dado el hecho de que mi formación es esencialmente fotográfica y siempre he echado de menos reflexiones potentes en torno a la dimensión política de la imagen fotográfica, sino además porque este proyecto es resultado de un largo proceso de trabajo de Ribalta en torno al documento fotográfico y en paralelo sobre la construcción fotográfica de Barcelona.
Pero quizá haya también algo de afectivo en mi deseo, y es que uno de los libros fundamentales para mi formación fue el que editó Ribalta con Glòria Picazo, en 1997, bajo el título de Indiferencia y singularidad. La fotografía en el pensamiento artístico contemporáneo, producto de una serie de conferencias organizadas por él en el MACBA en 1996. Ya casi he olvidado cómo llegó a mis manos la fotocopia de ese libro -asumo que debe haber sido vía Jorge Villacorta o Max Hernández Calvo- hacia el 2002-2003, pero lo que sí recuerdo con suma nitidez es el profundo impacto crítico que cada uno de los textos que allí se publicaron tuvieron en mí (el de Douglas Crimp que aún cito sin descanso, el de Allan Sekula que es de los textos más notables sobre archivo que he leído, el de Jeff Wall sobre fotoconceptualismo, el de Buchloh en torno a la alegoría y el montaje, el de Christopher Phillips sobre la introducción de la fotografía en los programas de arte moderno de las instituciones, entre varios otros). Y creo que fueron importantes para mí porque precisamente se encontraban muy lejos de la lógica y estructura pedagógica de mis cursos estrictos de fotografía, y a contracorriente de ciertas letanías modernistas locales con las cuales -y eso sí que lo tenía claro- yo no quería tener nada que ver. Un libro que, curiosamente, yo debo haber re-fotocopiado para otras personas en más de diez ocasiones, y es que la verdad creo que durante mucho tiempo esa publicación fue una de las poquísimas -quizá la única- que dio un alcance conjunto de algunas de esas reflexiones críticas de la fotografía de los 80s en adelante, en idioma castellano.Luego, claro, cayeron otras cosas de Ribalta en mis manos. Pocas pero sustanciales como su libro Servicio Público. Conversaciones sobre financiación pública y arte contemporáneo, y ya más reciente, su última edición de ensayos sobre fotografía titulada Efecto real. Debates posmodernos sobre la fotografía. Así que, intuyo, será muy bueno ver con calma esta exposición, y ya que me entusiasma la posibilidad misma de pensarla iré colgando, simultáneamente, algunos textos o materiales vinculados a ella, ya que si bien no se puedan salvar las distancias físicas al menos se podrán compartir algunas de las ideas teóricas en juego.
lunes, octubre 20, 2008
Conceptualismos en América Latina en Rosario / Segunda reunión
Después de una primera reunión en el Museo de Arte Contemporáneo de la Universidad de San Pablo, Brasil (del 23 al 25 de abril de este año, con coordinación general de Cristina Freire de la Universidad de San Pablo y de Ana Longoni, de la Universidad de Buenos Aires), el segundo encuentro de la Red de Investigadores sobre Conceptualismos en América Latina se llevará a cabo en el Centro Cultural Parque de España/AECID, entre el 23 y el 25 de octubre, con apoyo de Acerca (programa de Capacitación para el Desarrollo en el Sector Cultural del Ministerio de Asuntos Exteriores y Cooperación del gobierno español).
La Segunda Reunión de esta Red se hace cuando se cumplen cuarenta años de la realización de “Tucumán Arde”, el reconocido movimiento colectivo que articuló la vanguardia artística con la vanguardia político-sindical en 1968 y al tiempo que se desarrolla la muestra Inventario. Archivo Graciela Carnevale en las Galerías de este centro cultural.
“Al constituir la Red –señala Ana Longoni–, pensada como una plataforma de debate, elaboración e intervención colectivos, apostamos por una lógica distinta a aquella que implicaba que entre latinoamericanos que estábamos implicados en proyectos semejantes de investigación, curaduría, generación de archivos, acabásemos conociéndonos en Europa. Quisimos reunirnos aquí, en América latina, con nuestra agenda y nuestras urgencias, y también a pesar de nuestra precariedad”. Y concluye: “Al revisitar la producción conceptual de los años 60 y 70 buscamos aproximarnos a un cierto sentido de la utopía capaz de alimentar el horizonte de lo posible”.
Intervenciones críticas
El interés en procesos como Tucumán Arde, señala Longoni, no debe pensarse en bloque ya que responde a distintas lógicas en pugna. “A grandes rasgos –escribe–, hay lecturas y recuperaciones que tienden claramente a la fetichización y la neutralización de aquellas experiencias, y su consiguiente puesta en valor en el mercado de arte.
Otras, en las que pretendemos inscribirnos, anhelan una aproximación a la intensidad de aquellas experiencias que indague en sus reverberancias y ecos en nuestro presente. Concebimos nuestro trabajo (de historiadores, documentalistas, curadores) como una intervención crítica en la definición de nuestro presente”.
Segundo Encuentro de la Red de Investigadores
Centro Cultural Parque de España (Rosario, Argentina)
23, 24 y 25 de octubre de 2008
Comisión organizadora: Fernando Davis, Ana Longoni, Soledad Novoa Donoso
Presentación
La Red de Investigadores sobre Conceptualismos en América Latina, constituida hace poco más de un año, apuesta a constituirse en una plataforma de trabajo, elaboración colectiva e intervenciones conjuntas en torno a la reactivación de diversas experiencias de arte crítico ocurridas desde los años sesenta en diversos puntos del continente. La integramos hasta hoy una treintena de investigadores, artistas y curadores de América Latina y España que venimos trabajando hace tiempo –en forma coincidente pero aislados entre sí- con el objetivo de potenciar nuestros posicionamientos críticos frente a la actual y evidente tendencia a la canonización y fetichización del arte conceptual latinoamericano, que corre el riesgo de convertirse en una pacífica pieza de museo, al ver aplanada su capacidad de alteración o “deshabituación”.Este segundo encuentro (luego del que realizamos en el MAC-USP de Sao Paulo, Brasil, en abril de este año) es una nueva iniciativa de la Red en su trabajo de encontrar dispositivos críticos para reactivar la memoria de la experiencia que rescaten en toda su densidad aquellos pasados para liberar el acceso a los “futuros que fueron soterrados” (como los nombró Walter Benjamin). La necesidad perentoria de nuestra apuesta radica allí, en que no renunciamos a entender nuestro trabajo (desde nuestros roles de historiadores, documentalistas, curadores, artistas, etc.) como intervención crítica en pos de la modificación de nuestro presente.
Actividades públicas
Jueves 23 de octubre, 19:00 hs.
Conferencia pública a cargo de Suely Rolnik (Brasil) sobre el proyecto de reactivación de la memoria de la experiencia de Lygia Clark (AUDITORIO).
Viernes 24 de octubre, 19:00 hs.
Mesa redonda: Balances, límites, hallazgos. Experimentos integrados de curaduría, investigación y generación de archivo (AUDITORIO).
• Helena Chávez (México), “Algunas discrepancias sobre la visibilidad".
• Cristina Freire (Brasil), "Poéticas del Proceso en un Museo de Arte”
• Miguel López y Emilio Tarazona (Perú), “Re/montar la historia. Interviniendo los 60s cuarenta años después”
• Jesús Carrillo (España), “En torno al proyecto Desacuerdos”
Sábado 25 de octubre, 19:00 hs.
Diálogos públicos: Usos del archivo. En el espacio de la exposición del archivo. Soledad Novoa (Chile), Jaime Vindel (España), William López (Colombia).
20.30 hs. Performance Sembrar la memoria de Clemente Padín (Uruguay)
Participantes:
Joaquín Barriendos (México-Nueva York, Estados Unidos)
Halim Badawi (Colombia)
Assumpta Bassas Vila (Barcelona, España)
Marcus Betti (São Paulo, Brasil)
Carina Cagnolo (Córdoba, Argentina)
Graciela Carnevale (Marcos Juárez-Rosario, Argentina)
María Fernanda Cartagena (Ecuador)
Jesús Carrillo (Madrid, España)
María Clara Cortés (Colombia)
Helena Chávez Mac Gregor (México)
Fernando Davis (La Plata- Buenos Aires, Argentina)
María de los Ángeles de Rueda (La Plata, Argentina)
Fernando Fraenza (Córdoba, Argentina)
Cristina Freire (São Paulo, Brasil)
Cristián Gómez Moya (Chile-Barcelona, España)
David Gutiérrez Castañeda (Colombia)
Ana Longoni (Buenos Aires, Argentina)
Miguel López López (Lima, Perú-Barcelona, España)
William Alfonso López Rosas (Colombia)
Octavio Mercado (México)
Soledad Novoa Donoso (Santiago de Chile, Chile)
Clemente Padín (Montevideo, Uruguay)
Juan Pablo Pérez (Buenos Aires, Argentina)
Alejandra Perié (Córdoba, Argentina)
Julia Rebouças (Belo Horizonte, Brasil)
Suely Rolnik (São Paulo, Brasil)
Juan Carlos Romero (Buenos Aires, Argentina)
Sylvia Juliana Suárez Segura (Colombia)
Emilio Tarazona (Lima, Perú)
Paulina Varas Alarcón (Valparaíso, Chile)
Ana Vidal (Bahía Blanca, Argentina)
Jaime Vindel Gamonal (Madrid-León, España)
Rafael Vital (São Paulo, Brasil)
La programación completa de todos las discusiones en el marco de la exposición Inventario la pueden ver aquí.
viernes, octubre 03, 2008
'Inventario 1965-1975'. A 40 años de Tucumán Arde
El día de hoy se inaugura la exposición 'Inventario 1965-1975' que revisa las experiencias de vanguardia a los 40 años de Tucumán Arde, cuyas implicancias políticas y estéticas han movilizado un segmento bastante grande de reflexiones, exposiciones y escritos. Precisamente, a 40 años, era necesario revisar aquel acontecimiento convertido de pronto, para muchos, piedra fundante del conceptualismo o del activismo artístico, por no seguir enumerando etiquetas poco productivas. Así, la historiadora Ana Longoni y la artista y protagonista Graciela Carnevale, quienes han colaborado en más de una oportunidad, junto a Fernando Davis y Ana Wandzik, se han propuesto desclasificar y desacomodar la autonomía desde la cual suele ser leída tal experiencia.La exposición es además el primer experimento curatorial de la Red de Conceptualismos de América Latina, cuya primera reunión fue en abril pasado en Sao Paulo en el marco del Simposio Conceptualismos del Sur en el Museo de Arte Contemporáneo de la USP en Sao Paulo. Esta exposición está además acompañada de una serie de espacios de discusión, y de tres mesas de reflexión como parte de la Segunda Reunión de la Red, y que adelanta actividades y publicaciones desde el próximo año.
Copio de momento una nota sobre la exposición 'Inventario 1965-1975'.
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Inventario. Archivo Graciela Carnevale
Herramientas de la vanguardia.
El ciclo anual Bienvenidos a 1968, producido desde el Centro Cultural Parque de España/AECID, desplegará en octubre tres actividades que no sólo se relacionan por su tema, sino que indagan y debaten en torno al legado de ese año, el de la “insurrección”, como lo llamara Edgardo Cozarinsky cuando presentara el último número de Transatlántico.
El centro gravitacional de las actividades en torno a Bienvenidos a 1968 es la muestra Inventario. Archivo Graciela Carnevale, que se inaugurará el viernes 3 a las 20 en los tres túneles del Centro Cultural.
Inventario no es del todo una exposición. Graciela Carnevale, miembro del Grupo de Artistas de Vanguardia de Rosario, testigo y una de las gestoras de “Tucumán Arde” –parte de un movimiento de experimentación e innovación que desde mediados de los 60 y hasta entrados los 70 tensó la delicada cuerda entre arte y política, arte y experiencia, arte y vida–, abre al público y deja en sus manos una muestra para usar. La exhibición entrega en las galerías el enorme archivo de Carnevale y lo ofrece como una herramienta para convertir al mero público en un usuario. Algo así dice Carnevale sobre esta muestra que reproduce en carpetas, tal como las que guarda en su casa, fotografías, recortes de prensa y documentos de la vanguardia rosarina entre los años 1965 y 1975.
“Guardé material de las primeras exhibiciones en conjunto, de los primeros pasos en común, los comentarios de las primeras muestras individuales, de las exposiciones colectivas que fueron el germen del grupo que a fines del 67 adoptaría una nueva dinámica al conformarse orgánicamente y asumir sus miembros diferentes responsabilidades y tareas –escribe Carnevale en el texto del catálogo–. Me propusieron ser la responsable de prensa y de llevar el registro de las acciones del grupo. Así, azarosamente, como parte de un mandato grupal, acepté y me involucré en preservar la memoria de ese recorrido”.
Pero ese material “guardado”, dice también Carnevale, no se constituiría en archivo hasta que intervino una segunda mirada, la de Ana Longoni (quien también escribe en el catálogo y participó, junto con Fernando Davis y Ana Wandzik, en la elaboración de esta muestra), y comenzó un recorrido compartido.
El principal desafío de Inventario era, como se interroga Carnevale, cómo mostrar estos documentos para que el acto de mostrarlos no los conviertan en “obra”, en objetos de contemplación. En otras palabras, cómo mostrar la experiencia, cómo devolverla a un relato. “¿Cómo mostrar este conjunto de imágenes y palabras para que no queden cristalizados, despojados de la energía vital y revulsiva que tuvieron en su origen?”, escribe.
Así, el montaje del Inventario propende a que las fotos, artículos y textos reunidos se visualicen como documentos. Inventario incluye también una serie de actividades y charlas que apuestan al sentido: “No se trata de cancelar esa experiencia, sino de abrirla”, dice Carnevale.
A su vez, estas cuestiones se debatirán en la Segunda Reunión de la Red de Investigadores sobre Conceptualismos en América latina, que se desarrollarán en el CCPE entre el 23 y el 25 de este mes.
Actividades
Viernes 10 de octubre, 19 hs. en Galerías.
Conversaciones sobre la experiencia de 1968: Norberto Puzzolo, Héctor Marteau, María Elvira Arechávala y Jaime Rippa. Coordinador: Osvaldo Aguirre.
Sábado 11 de octubre, 19 hs. en Galerías.
1984: Primeras recuperaciones de la vanguardia rosarina: Daniel García, Gabriel González Suárez y Coco Bedoya.
Viernes 17 de octubre, 19 hs. en Galerías.
Otras experiencias de archivo: Inés Martino/Guillermina Fressoli, Gabriela Piñero y Pablo Gregui (Residuos del Hacer).
Del 23 al 25, en el marco de la Segunda Reunión de la Red de Investigadores sobre Conceptualismos en América latina:
Jueves 23 de octubre, 19 hs. en Túnel 4.
Lygia Clark y la recuperación de la memoria de la experiencia.
Conferencia de Suely Rolnik.
Viernes 24 de octubre, 19 hs. en Túnel 4.
Balances, límites, hallazgos: sobre distintos modelos integrados de curaduría, investigación y generación de archivo en torno a experiencias de arte crítico desde los sesenta.
Con Cristina Freire, Helena Chávez, Miguel López y Emilio Tarazona y Jesús Carrillo.
Coordina: Ana Longoni.
Sábado 25 de octubre, 19 hs. en Galerías.
Usos del archivo.
Soledad Novoa, Jaime Vindel, William López.
Sábado 25 de octubre, 20.30 hs. en Galerías.
Performance de Clemente Padín.
Viernes 31 de octubre, 19 hs. en Galerías.
A propósito de la reedición del libro Del Di Tella a Tucumán Arde (EUDEBA, 2008). Conversación entre Guillermo Fantoni, Mariano Mestman y Ana Longoni.
Viernes 7 de noviembre, 19 hs. en Galerías.
Interpelando a los sesenta: las nuevas prácticas activistas Primera parte:
Sandra Mutal (Costuras Urbanas), Loreto Garín (Internacional Errorista), Daniel Perosio (Woki Toki), Fernanda Carrizo (Mujeres Públicas).
Sábado 8 de noviembre, 19 hs. en Galerías.
Interpelando a los sesenta: las nuevas prácticas activistas Segunda parte:
Carolina Golder (Grupo de Arte Callejero), Leo Ramos (Museo de la Comunicación, Chaco), Faca (Compartiendo capital), Lila Pagola (Proyecto Nómade).

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